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Artesã doa 'polvos de crochê' que serão utilizados na UTI neonatal da Santa Casa

Da Redação

Publicado em 20 de ABRIL de 2017 às 11h39


Momento de entrega dos polvos aos profissionais da UTI neonatal

Uma ação voluntária da artesã de Barbacena, Maria Sônia Barbosa da Silva, vai fazer a diferença na vida de muitos bebês prematuros da UTI neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Barbacena. Ela doou para a entidade na última segunda feira, alguns polvos de crochê que depois de esterilizados serão colocados dentro das incubadoras, juntos aos pequeninos.    

O bichinho, que pode ser chamado carinhosamente de ‘amigo’ vem acrescentar e ser um grande aliado no cuidado humanizado que se deve ter com os recém-nascidos prematuros. Ao posicionar o bebê juntamente com o polvo de crochê, na incubadora, ele se sente seguro, protegido e calmo, porque os tentáculos são semelhantes ao cordão umbilical e dão a sensação de segurança que eles tinham dentro do útero materno.

Os bonecos são feitos com linhas em fios 100% algodão, com oito tentáculos de 22 centímetros de comprimento. 

“Apesar de não ter comprovação científica, muitos benefícios têm sido observados na prática clínica, como a estabilização da frequência cardíaca e respiratória, aumento dos níveis de oxigênio no sangue, diminuição da dor, do estresse, favorecendo ganho de peso, estimulação precoce, promovendo o desenvolvimento e qualidade de vida desses recém nascidos”, pontuou Juliana Eliza Moreira, coordenadora do serviço de fisioterapia da Santa Casa.

Ela orienta que por ter muitas ‘pernas’, os polvos de crochê não devem ser usados por bebês maiores, em casa. “Lembre-se de que, ao se movimentarem durante o sono ou brincando, os tentáculos de crochê podem se enrolar no pescocinho ou nas pernas e bracinhos dos bebês”, completou.

“Sempre trabalhei com ação voluntária. Produzir os polvos de crochê para a Santa Casa foi uma grande alegria, pois tenho certeza que estarei contribuindo muito para esses bebês que são tão frágeis e sensíveis e que necessitam de total atenção para o seu desenvolvimento. Depositei toda minha energia positiva nestes bichinhos. Foi uma enorme satisfação fazer esta doação. Vou continuar produzindo os polvos”, destacou Maria Sônia.

Doação de linhas

Maria Sônia doou os dez primeiros polvos para a UTI neonatal da Santa Casa. Ela está disposta a produzir e incentivar outras pessoas a confeccionarem de maneira voluntária os polvos de crochê. Para isso, a Santa Casa lança a ‘Campanha da Linha de Crochê’ para que Maria possa continuar produzindo e fazendo a diferença na vida dessas crianças. Importante ressaltar que a linha das marcas Anne 100% algodão (um novelo da para produzir dois polvos) e Barroco 100% algodão (um novelo da para produzir apenas um polvo). Uma linha que encontra em qualquer loja de aviamentos.  As doações das linhas podem ser entregues na própria Santa Casa.

 

História

O Projeto Octo começou na Dinamarca em 2013, quando um grupo de voluntários passou a costurar polvos de crochê para doar para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. Atualmente, o projeto faz doações para 16 hospitais em toda a Dinamarca e já recebeu pedidos para iniciar o projeto em mais de 15 países pelo mundo. No Brasil chegou no final do ano de 2016, por Brasília. Hoje a UTI neonatal da Santa Casa de Barbacena é a primeira entidade da região a utilizar dos polvos de crochê na UTI.