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UTI Neonatal: uma entrevista com Drª Cristhina

Marcio Cleber

Publicado em 21 de NOVEMBRO de 2017 às 09h24



Drª Maria Cristhina Moreira Rocha atua na Santa Casa de Misericórdia de Barbacena e esteve totalmente envolvida na implantação da UTI Neonatal, que foi uma importante conquista para o sistema de saúde não só da entidade, mas para toda a região.

Como foi a implantação da UTI Neonatal na Santa Casa, na qual a senhora fez parte em todo o processo?

Em 1998, foi elaborado um projeto a pedido de Dom Luciano, arcebispo da Arquidiocese de Mariana, para a solicitação de uma verba para a Santa Casa. A Confederação das Misericórdias do Brasil junto com o Banco Interamericano tinha uma verba específica, mas que não podia ser direcionada apenas para uma Santa Casa. Como a redução da mortalidade materno-infantil sempre foi uma meta do Ministério da Saúde a ser trabalhada, o Banco Interamericano e as Misericórdias fizeram um projeto piloto que beneficiaria cinco cidades do Brasil. E Dom Luciano conseguiu incluir a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena. O Projeto era diminuir a taxa de mortalidade materno e infantil. Como a Santa Casa foi premiada e na época a diretora Geral era Drª Rosângela Tavares ela me indicou para participar deste Projeto. Nós não tínhamos UTI Neo, então a verba direcionada foi para o materno-infantil quando fizeram várias melhorias na obstetrícia e a construção da UTI Neonatal, com dez leitos. Tinha verba também para a capacitação de todo o corpo clínico todo do materno-infantil, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O projeto começou em 1998 e nós inauguramos a UTI Neo em março de 2002.

Como é para a senhora que ajudou na implantação e ver hoje a UTI em pleno funcionamento para um setor tão importante que é o sistema materno-infantil?

Não tenho como ser mais feliz e realizada profissionalmente. A UTI é a menina dos meus olhos. Tenho um amor por ela que é muito difícil eu dar conta de externar. Pelo bem que ela fez, por uma equipe maravilhosa que ela construiu, pois você tem que trabalhar em equipe, é preciso ter muito respeito um pelos outros. Construímos muita coisa boa e bonita. Depois da UTI veio a enfermaria Canguru. Isso tudo é muito gratificante.

A senhora chegou a trabalhar dentro da UTI?

Trabalhei, pois na época não tinha pediatra capacitado. Nos dois primeiros anos fui coordenadora. Mas eram muitos plantonistas. Eu fazia 36 horas dentro da UTI entre plantão noturno e diurno. Hoje, a coordenação da UTI tem que ter título de Medicina Intensiva por que hoje não é só Neo, ela é também pediátrica. Mas foi surgindo outras coisas em minha vida, fui fazer o Mestrado, porque gosto muito do magistério. Ficou um pouco difícil de manter e fui deixando para os novos que foram chegando.