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Voluntárias do Projeto Octo doam 50 polvos de crochê a serem utilizados na UTI Neo da Santa Casa

Marcio Cleber

Publicado em 21 de NOVEMBRO de 2017 às 09h26



No dia em que a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena festejava o Dia Mundial da Prematuridade, na última sexta-feira, 17, ela recebeu a doação de 50 polvos de crochê, que depois de serem esterilizados serão utilizados dentro das incubadoras junto aos bebês prematuros da UTI Neonatal. Estes bichinhos, que carinhosamente podem ser chamados de ‘amigos’, passaram a ser utilizado na UTI este ano, quando chegaram as primeiras doações através de Maria Sônia Barbosa da Silva, responsável pelo Projeto Octo, em Barbacena Esta nova doação veio de 27 voluntárias do Projeto em que algumas doaram as linhas e outras confeccionaram os polvos. Os bonecos são feitos com linhas em filhos 100% algodão, com oito tentáculos de 22 centímetros de comprimento. Maiores que as próprias crianças, os polvos envolvem os bebês.

Maria Sônia destacou a adesão das pessoas como voluntária do Projeto e confeccionando mais polvos e, assim, poder atender a todos os prematuros que passam pela UTI Neonatal. ‘Lutei muito para conseguir pessoas que aderissem a este trabalho social e tão importante. É muito gratificante. Enquanto eu puder, estarei me dedicando na produção dos polvos. Até o mês de agosto, era somente eu neste trabalho e agora tenho um grupo de voluntárias”, pontuou.

“Apesar de não ter comprovação científica, muitos benefícios têm sido observados na prática clínica, como a estabilização da frequência cardíaca e respiratória, aumento dos níveis de oxigênio no sangue, diminuição da dor, do estresse, favorecendo ganho de peso, estimulação precoce, promovendo o desenvolvimento e qualidade de vida desses recém nascidos”, pontuou Juliana Eliza Moreira, coordenadora do serviço de fisioterapia da Santa Casa.

Ela orienta que por ter muitas ‘pernas’, os polvos de crochê não devem ser usados por bebês maiores, em casa. “Lembre-se de que, ao se movimentarem durante o sono ou brincando, os tentáculos de crochê podem se enrolar no pescocinho ou nas pernas e bracinhos dos bebês”, completou.

História

O Projeto Octo começou na Dinamarca em 2013, quando um grupo de voluntários passou a costurar polvos de crochê para doar para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. Atualmente, o projeto faz doações para 16 hospitais em toda a Dinamarca e já recebeu pedidos para iniciar o projeto em mais de 15 países pelo mundo. No Brasil chegou no final do ano de 2016, por Brasília. Hoje a UTI neonatal da Santa Casa de Barbacena é a primeira entidade da região a utilizar dos polvos de crochê na UTI.